Texto
1 - Fichamento de conteúdo
Fonte:CASAL, João Afonso Vieira. Construtivismo Tecnológico para Promoção de Motivação e Autonomia na
Aprendizagem. Braga, Portugal. 2013.
O autor no artigo desenvolveu uma
abordagem construtivista, além de trazer reflexões referentes às abordagens no
âmbito tecnológico. Foram relatadas diversas metodologias com o intuito de trazer possibilidades de melhorar o
ensino, considerando as aprendizagens.
João Casal faz uso em seu trabalho de quatro estratégias
que são: apresentações online no software
Prezi, vídeos para o youtube, ferramentas do Google Drive e a plataforma Moodle
para trazer suas considerações no artigo. Ressaltando que as estratégias são
elaboradas a fim de construir o conhecimento de uma maneira colaborativa. Ainda
em seu texto, relata que o uso de smartphones como um recurso de aprendizagem
disponível a qualquer momento e lugar. E para concluir sua escrita estabelece a
importância da investigação aliada a ação nessa busca de aprendizagens
significativas e colaborativas.
Texto 2 - Fichamento de citações
Fonte: SCHLEMMER,
Eliane. A aprendizagem com o uso das
tecnologias digitais: viver e conviver na virtualidade. Série-Estudos - Periódico do Mestrado em Educação da
UCDB. Campo Grande-MS, n. 19, p. 103-126, jan./jun. 2005.
“Basta
acessarmos alguns desses endereços para descobrirmos que não existe uma
compreensão única do assunto, cada um se expressa de uma forma, analisa a área
sobre uma determinada perspectiva epistemológica, teórica e metodológica, que
tem relação com a sua história, a sua vivência, as aprendizagens que realizou durante
o seu viver e conviver, os meios aos quais teve acesso durante o seu
desenvolvimento, tudo isso caracteriza a própria aprendizagem” (p. 104).
“Na concepção
apriorista acredita-se que o conhecimento está apriori, ou seja, que a origem
do conhecimento está no próprio sujeito, sendo que as estruturas de
conhecimento já vêm programadas na bagagem hereditária de forma inata ou
submetida ao processo de maturação. O conhecimento é entendido como algo
exclusivo do sujeito, de forma que o meio não participa dele. Na concepção
empirista acredita-se que as bases do conhecimento estão nos objetos. O
conhecimento é algo que precisa ser passado, sendo adquirido pelos sentidos e
desta forma impresso na mente do sujeito” (p. 105).
“Quando falamos
em concepção interacionista, falamos em ambientes virtuais de aprendizagem, comunidades
virtuais de aprendizagem, mundos virtuais, espaços nos quais os sujeitos podem
interagir e construir conhecimento” (p. 106).
Piaget
interessou-se pelo conhecimento na medida em que é coordenação geral da ação
presente (real) ou possível (interna), isto é, a forma geral do conhecimento e
não seu conteúdo particular. O conhecimento é um estado de equilíbrio que tende
tanto a se conservar quanto a expandir seu alcance de assimilação; se a expansão
é pequena e não leva à perturbação do conhecimento, a conservação é mantida;
se, no entanto, a expansão é mais substancial e leva à perturbação do
conhecimento, a tendência é compensar a perturbação por uma reconstrução
através da qual o conhecimento recentemente expandido fica novamente em estado
de equilíbrio. Se por alguma razão a reconstrução não ocorre, a perturbação do
conhecimento é suprimida e o antigo estado de equilíbrio é reconstituído” (p.
107).
“Dessa forma, o
que caracteriza a atual revolução tecnológica não é a centralidade de
conhecimentos e informação, mas sim a aplicação desses para a geração de novos
conhecimentos e de dispositivos de processamento/comunicação da informação,
criando um ciclo de realimentação cumulativo entre a inovação e seu uso” (p.
108).
“É fato que a
informação é o subsídio para a construção do conhecimento, para o aprendizado,
de forma que o uso das TDs, principalmente a Internet, vem revolucionando as formas
de ensinar e de aprender” (p. 109).
“A capacidade de
sinergia é o que define a especificidade de um meio de inovação, ou seja, o
valor agregado resultante não dos efeitos cumulativos dos elementos presentes
no meio, mas de sua interação. Assim, o novo espaço é organizado em torno de
fluxos de informação” (p. 110).
“Uma comunidade
que sustenta uma rede ativa de comunicação aprenderá com seus próprios erros,
pois serão difundidos por toda a rede e voltarão para a sua origem ao longo de
laços de realimentação. Devido a isso, a comunidade tem a possibilidade de
corrigir seus erros, se auto-regulando e auto-organizando” (p. 113).
“Trata-se de descobrirmos
novas formas de vivermos juntos nas dimensões simbólicas, funcionais e
cognitivas, sustentadas por relações de autonomia e cooperação” (pg. 116).
“Na construção
de um mundo virtual se aprende de forma lúdica, pode ser uma aventura, uma
brincadeira, um “faz-de-conta”, no qual adultos constroem aprendizagens ao
“virtualizar” um mundo com suas intenções e implicações, construindo e
reconstruindo saberes, interagindo e cooperando” (p. 121).
“Sabemos que
toda e qualquer criação/desenvolvimento de ferramenta tecnológica nunca é
neutra, pois sempre haverá pressupostos, concepções, intenções por parte de
quem as desenvolve, as quais se refletirão na forma/conteúdo da ferramenta em
questão” (p. 122 e 123).
