domingo, 9 de julho de 2017

Tipos de Fichamentos

Texto 1 - Fichamento de conteúdo

Fonte:CASAL, João Afonso Vieira. Construtivismo Tecnológico para Promoção de Motivação e Autonomia na Aprendizagem. Braga, Portugal. 2013.
            O autor no artigo desenvolveu uma abordagem construtivista, além de trazer reflexões referentes às abordagens no âmbito tecnológico. Foram relatadas diversas metodologias com o intuito  de trazer possibilidades de melhorar o ensino, considerando as aprendizagens.
            João Casal  faz uso em seu trabalho de quatro estratégias que são: apresentações online no software Prezi, vídeos para o youtube, ferramentas do Google Drive e a plataforma Moodle para trazer suas considerações no artigo. Ressaltando que as estratégias são elaboradas a fim de construir o conhecimento de uma maneira colaborativa. Ainda em seu texto, relata que o uso de smartphones como um recurso de aprendizagem disponível a qualquer momento e lugar. E para concluir sua escrita estabelece a importância da investigação aliada a ação nessa busca de aprendizagens significativas e colaborativas.


Texto 2 - Fichamento de citações

Fonte: SCHLEMMER, Eliane. A aprendizagem com o uso das tecnologias digitais: viver e conviver na virtualidade. Série-Estudos - Periódico do Mestrado em Educação da UCDB. Campo Grande-MS, n. 19, p. 103-126, jan./jun. 2005.


“Basta acessarmos alguns desses endereços para descobrirmos que não existe uma compreensão única do assunto, cada um se expressa de uma forma, analisa a área sobre uma determinada perspectiva epistemológica, teórica e metodológica, que tem relação com a sua história, a sua vivência, as aprendizagens que realizou durante o seu viver e conviver, os meios aos quais teve acesso durante o seu desenvolvimento, tudo isso caracteriza a própria aprendizagem” (p. 104).

“Na concepção apriorista acredita-se que o conhecimento está apriori, ou seja, que a origem do conhecimento está no próprio sujeito, sendo que as estruturas de conhecimento já vêm programadas na bagagem hereditária de forma inata ou submetida ao processo de maturação. O conhecimento é entendido como algo exclusivo do sujeito, de forma que o meio não participa dele. Na concepção empirista acredita-se que as bases do conhecimento estão nos objetos. O conhecimento é algo que precisa ser passado, sendo adquirido pelos sentidos e desta forma impresso na mente do sujeito” (p. 105).

“Quando falamos em concepção interacionista, falamos em ambientes virtuais de aprendizagem, comunidades virtuais de aprendizagem, mundos virtuais, espaços nos quais os sujeitos podem interagir e construir conhecimento” (p. 106).

Piaget interessou-se pelo conhecimento na medida em que é coordenação geral da ação presente (real) ou possível (interna), isto é, a forma geral do conhecimento e não seu conteúdo particular. O conhecimento é um estado de equilíbrio que tende tanto a se conservar quanto a expandir seu alcance de assimilação; se a expansão é pequena e não leva à perturbação do conhecimento, a conservação é mantida; se, no entanto, a expansão é mais substancial e leva à perturbação do conhecimento, a tendência é compensar a perturbação por uma reconstrução através da qual o conhecimento recentemente expandido fica novamente em estado de equilíbrio. Se por alguma razão a reconstrução não ocorre, a perturbação do conhecimento é suprimida e o antigo estado de equilíbrio é reconstituído” (p. 107).


“Dessa forma, o que caracteriza a atual revolução tecnológica não é a centralidade de conhecimentos e informação, mas sim a aplicação desses para a geração de novos conhecimentos e de dispositivos de processamento/comunicação da informação, criando um ciclo de realimentação cumulativo entre a inovação e seu uso” (p. 108).
“É fato que a informação é o subsídio para a construção do conhecimento, para o aprendizado, de forma que o uso das TDs, principalmente a Internet, vem revolucionando as formas de ensinar e de aprender” (p. 109).

“A capacidade de sinergia é o que define a especificidade de um meio de inovação, ou seja, o valor agregado resultante não dos efeitos cumulativos dos elementos presentes no meio, mas de sua interação. Assim, o novo espaço é organizado em torno de fluxos de informação” (p. 110).

“Uma comunidade que sustenta uma rede ativa de comunicação aprenderá com seus próprios erros, pois serão difundidos por toda a rede e voltarão para a sua origem ao longo de laços de realimentação. Devido a isso, a comunidade tem a possibilidade de corrigir seus erros, se auto-regulando e auto-organizando” (p. 113).

“Trata-se de descobrirmos novas formas de vivermos juntos nas dimensões simbólicas, funcionais e cognitivas, sustentadas por relações de autonomia e cooperação” (pg. 116).

“Na construção de um mundo virtual se aprende de forma lúdica, pode ser uma aventura, uma brincadeira, um “faz-de-conta”, no qual adultos constroem aprendizagens ao “virtualizar” um mundo com suas intenções e implicações, construindo e reconstruindo saberes, interagindo e cooperando” (p. 121).


“Sabemos que toda e qualquer criação/desenvolvimento de ferramenta tecnológica nunca é neutra, pois sempre haverá pressupostos, concepções, intenções por parte de quem as desenvolve, as quais se refletirão na forma/conteúdo da ferramenta em questão” (p. 122 e 123).

Metodologia de Projetos de Aprendizagem (PA)

A aprendizagem por meio da metodologia de Projetos de Aprendizagem (PA) trata-se de uma metodologia construtivista, tem como foco o interesse do aluno e a aprendizagem do mesmo ocorrem por meio da pesquisa e colaboração. Essa metodologia proporciona novas maneiras de ensinar e aprender. Onde a troca é fundamental.
 “na metodologia de Projetos de Aprendizagem, baseados em problemas, quem escolhe o tema a ser investigado são os estudantes e os professores. Ele é gerado pelos conflitos, pelas perturbações dos envolvidos, num determinado contexto, em seu ambiente de vida. A questão a ser pesquisada deve ter, como ponto de partida, a curiosidade, as dúvidas, as indagações, o desejo e a vontade, pois a motivação é intrínseca, própria do sujeito que aprende. As decisões são hierárquicas e não impostas pelo professor.” (SCHLEMMER, 2001 apud LILJA e MORAES, 2012).
            A citação acima, colabora para embasar teoricamente a experiência empírica que estou desenvolvendo como aluna de uma graduação que tem como base a aprendizagem, através de projetos de aprendizagem(PA) e também como docente que planeja com os alunos atividades que levem em conta o interesse dos alunos. Está sendo uma experiência muito rica em aprendizagens e possibilidades. O grande desafio docente na atualidade é pensar como introduzir e fomentar o uso das tecnologias em sala de aula. Percebo a grande dificuldade de muitos colegas professores em trazer a tecnologia como um recurso pedagógico e assim trazer novas possibilidades para dentro da sala de aula, usando o conhecimento pré-existente de nossos alunos em relação ao uso tecnológico.
            A tecnologia é sim um recurso importante para deixar nossa prática docente mais desafiante e envolvente, possibilitando novas aprendizagens cognitivas e tecnológicas em nossas salas de aula. Demonstrando que é possível repensar o ensinar e tornando o professor um mediador na busca do conhecimento e nossos alunos por  meio da pesquisa e da ação o protagonista nessa caminhada de aprendizagens significativas.


Referência:

LILJA, S. R.; MORAES, M. C. Projetos de Aprendizagem e Tecnologias Digitais: experiências que potencializam o processo de alfabetização. Monografia apresentada como pré-requisito para conclusão do Curso (Especialização) em Tecnologias da Informação e Comunicação aplicadas a Educação, FURG, Rio Grande, 2012. Disponível   em < http://www.uab.furg.br/pluginfile.php/73314/mod_page/content/6/tcc_alfabetizacao_sheila.pdf >  Acesso em: abril, 2017.

Tabela sobre metodologias educativas construtivistas

METODOLOGIA ENSINO POR PROJETOS
METODOLOGIA PROJETOS DE APRENDIZAGEM
METODOLOGIA UNIDADE DE APRENDIZAGEM
Sua metodologia proporciona um planejamento que é direcionado pela prática docente, visando desenvolver temáticas voltadas para projetos de uma determinada comunidade escolar.


Trata-se de uma metodologia construtivista, tem como foco o interesse do aluno e a aprendizagem do mesmo ocorrem por meio da pesquisa e colaboração. Essa metodologia proporciona novas maneiras de ensinar e aprender. Onde a troca é fundamental.


As unidades de aprendizagem (UA) são baseadas no diálogo, trabalho em grupo, no ato de planejar e pela pesquisa. O professor atua como um mediador no processo de aprendizagem.

Reflexão da Interdisciplina de Seminário Integrador

Está sendo interessante revisitar nosso blog durante esse semestre, tendo como objetivo analisar nossa escrita no mesmo. Ao longo do curso fica nítido o desafio de se ter uma escrita mais reflexiva, trazendo elementos da nossa prática docente e o embasamento teórico que estamos vivenciando nesses semestres. 
Estamos tendo a oportunidade em analisarmos nossa escrita de uma maneira individual e em dupla, esses olhares diferentes sempre são construtivos na caminhada de novas aprendizagens. 

Essa experiência está criando possibilidades para novas aprendizagens significativas em nossa prática acadêmica e docente.