domingo, 30 de abril de 2017

Análise do portfólio/blog da colega do PEAD

Realizar o levantamento quantitativo de postagens do blog da colega Fernanda da Cruz foi interessante para refletir sobre as colocações da colega, pois a mesma por meio de suas publicações demonstra um pouco sobre sua caminhada acadêmica e docente. Um exercício analítico sobre os tipos possíveis de postagem. Onde deveríamos classificar as mesma em descritivas, questionadoras, reflexivas/reconstrutivas, outras(pensamentos, poesias, recados,etc) e cópias de atividades postadas em interdisciplinas. Ao fazer essa reflexão sobre o blog da colega, terminei refletindo também sobre meu blog, pensando na classificação das minhas postagens e percebendo que tenho que direcionar e pensar mais sobre o que escrevo nesse ambiente de trocas.

O que se pretende com o diálogo, em qualquer hipótese (seja em torno de um conhecimento científico e técnico, seja de um conhecimento ‘experimental’), é a problematização do próprio conhecimento em sua indiscutível reação com a realidade concreta na qual se gera e sobre a qual incide, para melhor compreendê-la, explicá-la, transformá-la (FREIRE, 1983b, p. 52).

Material para embasar os tipos de postagens disponibilizado na  interdisciplina Seminário Integrador V








Referências:
ALARCÃO, Isabel (Org). Formação reflexiva de professores: estratégias de supervisão. Editora Porto, 1996. (Coleção CIDIne).

BOFF, Leonardo. A FORMAÇÃO DE PROFESSORES-PESQUISADORES NO CURSO DE PEDAGOGIA A DISTÂNCIA DA UFRGS: um estudo de caso. (tese de doutorado em elaboração)


FREIRE,Paulo. Extensão ou Comunicação? 8. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983b.

______.  Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

Atividade em grupo : SÍNTESE ANALÍTICA E REFLEXIVA, COM BASE NA EXPERIÊNCIA COM AS TURMAS.

Aline Bernardi Capriolli
Fernanda Duarte de Oliveira
Gislane da Silva Dorneles
Roselane Lannes da Rosa
Simone Conceição 

SÍNTESE ANALÍTICA E REFLEXIVA, COM BASE NA EXPERIÊNCIA COM AS TURMAS.

            Ao longo do texto iremos tecer um breve relato  sobre como estamos trabalhando  os projetos de aprendizagens em nossas turmas. Nosso grupo tem suas especificidades em relação ao perfil de alunos que temos. São realidades distintas e estamos percorrendo esse caminho de descobertas e reflexões em relação ao trabalho que estamos iniciando em conjunto.
            Nossa colega Gislane relata que a  escola em que trabalha é pequena, tem apenas 4 turmas, por isso tem uma turma mista de Berçário e Maternal I, em que tem crianças de 4 meses a 2 anos e 11meses.
          A turma em que leciona é mista Berçário e Maternal I, composta por 15 crianças com idades entre 4 meses a 2 anos e 11 meses. São 8 meninas e 7 meninos.  Seis delas frequentaram nossa escola no ano de 2016, 3 foram transferidos de outras escolas e 6 vivem agora sua primeira experiência no ambiente escolar. Destes 12 fazem uso da fralda e 3 já possuem controle dos esfíncteres. Sete necessitam ser alimentados pelas professoras, 8 estão em processo de aquisição da autonomia nesse sentido necessitando ser supervisionados, incentivados e por vezes auxiliados nas refeições. Oito já caminham e estão aprimorando suas habilidades motoras e 2 engatinham. São todos saudáveis, alegres e muito espertos e estão em pleno desenvolvimento de suas habilidades e potencialidades. Nela eu trabalho com mais 3 colegas.
        O fato de ter em uma mesma turma crianças de   diferentes idades e que consequentemente estão em diferentes fases de seu desenvolvimento, torna em alguns momentos o trabalho bastante difícil, mas ao mesmo tempo muito estimulante. Já faz algum tempo que trabalha em turmas com esse perfil, percebendo muito crescimento e benefícios na interação de crianças com diferentes idades. Que no início de ano, algumas famílias têm questionado essa característica da turma. Os professores da escola procuram tranquilizar a família, explicando-lhes que todos podem se beneficiar nessa convivência e nas interações e que as professoras da turma planejam atividades visando contemplar as necessidades educativas de todas as crianças.
            A colega destaca que um projeto de aprendizagem em uma turma de crianças nessa idade não seria o mais indicado, mas pensa que desenvolver um projeto em que possa a partir dos conhecimentos habilidades e possibilidades de seus alunos, de forma a promover interações e o crescimento de todos.
          Já a colega Fernanda organizou seu projeto de aprendizagem da seguinte maneira:
 Projetos de Aprendizagem: Dúvidas e Certezas (Meta 2)
Proposta metodológica: Organização e análise das perguntas e dos grupos de alunos dos Projetos de Aprendizagem. Reflexão sobre as perguntas dos Projetos de Aprendizagem. Iniciar Meta/etapa 2: Dúvidas e Certezas. Síntese no Fórum da Meta/etapa 1 (discussão de cada grupo). Publicar nos blogs: perguntas, dúvidas e certezas
Escola: Adolfina J. Diefenthaler
Turma: 1º ano do Ensino Fundamental.
Tema do PA:  Hortas e Robôs.
 A turma do 1º ano B é composta por um grupo de 15 alunos com a idade de seis anos que estão bastante envolvidos em sua caminhada de aquisição da linguagem escrita.
Em sua maioria estão ainda na fase pré-silábica não fazendo registros escritos compreensíveis sobre o que pensam, porém conseguem fazer através da oralidade apontamentos reflexivos sobre os temas que pretendem estudar.
Dúvidas:
Como construir um robô?
Como fazer uma horta e uma plantação para as tias da cozinha tirarem cebolinhas?
Como podemos fazer para ter um dinossauro na horta?
Tem como colocar um espantalho na horta?
Podemos botar um motorzinho num regador que quando chover a água cai e molha a horta?
Podemos fazer uma maquininha pra saber se vai chover?
Certezas:
Nós precisamos de muitas peças para construir um robô.
As tias da cozinha utilizam muitos temperos para cozinhar para muitas crianção então elas iriam gostar de colher os temperos perto da cozinha;
Podemos fazer uma cisterna que coleta a água da chuva e colocar um dinossauro ao redor.
Os espantalhos ajudam a assustar os passarinhos e eles não comerão os temperinhos;
Quem pode saber se vai chover ou não são os meteorologistas que cuidam do tempo, mas podem existir outras formas de cuidar se vai chover.
                A partir deste levantamento partimos pra conhecer melhor os ambientes da escola e pensar o melhor lugar para a construção da horta.
            Pelo relato da mesma é possível perceber o envolvimento da sua turma durante o pensar o PA, para exemplificar alguns momentos a mesma registrou  por meio de fotos dos alunos esse processo de construção do projeto de aprendizagem. Fotos essas que estão publicadas na postagem do blog do grupo.
            Nossa colega Simone relata que o tema  escolhido pelo grupo " Horta Robô" lhe  trouxe as primeiras dúvidas, uma delas é que  a escola ainda não obtém uma horta apesar de ter espaço. Então a ideia seria dar inicio tendo como primeiros passos obter mudas de verduras e as crianças fazerem o plantio em garrafas pet. Ela destaca que leciona  numa turma de 1° ano na Escola de Ensino Fundamental Professor Germano Witrock,  a maioria dos alunos não passaram pela escola de educação infantil e para eles a atenção do lúdica traz muito significado. A música ' Autor da criação" CD Diante do Trono para crianças e assim ludicamente reproduzi com os alunos dobraduras dos seres vivos animais, animais aquáticos onde falamos sobre a água e a terra quais dos  alimentos que consumimos vem da terra e da água logo surgiu respostas: verdura, legume e de que maneira surge ? Plantando e depois colhendo as crianças obtém respostas dando significado a lógica mais visível e cantarolando a música identificamos na natureza toda a criação do mundo ( Deus criou a terra e tudo nela em 6 dias ) confeccionamos os peixes em papel dobradura e um painel do mar onde fizeram a colagem logo surgiu outros questionamentos e se fez necessário criarmos o painel da natureza onde surge narrativas sobre o plantio e a irrigação das plantas e confeccionamos flores, pássaros que entenderam que são responsáveis pelo plantio natural das sementes até que o dialogo da nossa horta surge com muito animo sobre a organização as crianças trouxeram garrafas pet para plantar a mãe de uma aluna se dispõe a trazer terra e mudas de verduras para dar inicio a horta da turma do primeiro ano. Investigações feitas através do dialogo e narrativas os trabalhos e as primeiras mudas da horta serão expostas na Feira do livro nos dias 04,05,06 de maio na Associação do bairro Igara onde a escola também será homenageada.
                A escola possui uma composteira que desde o ano de 2016 esta sendo cuidada seu adubo ajudara a adubar as verduras e legumes durante o ano de 2017. E sobre a maneira de ser irrigada foi de cobrirem com canos que na sua base terá pequenos furos que manualmente servira de irrigação da água. Seus alunos estão empolgados e acredita que as etapas do Projeto de aprendizagem estão contemplando a curiosidade e despertando a vontade de aprender.
             Nosso grupo é composto por cinco alunas com realidades docentes diferentes, enquanto algumas colegas estão lecionando em turmas da educação infantil e anos inicias,temos a realidade de Aline estar atuando como tutora presencial de um curso de graduação e a Roselaine nesse momento por questões de saúde, estar afastada das funções docentes. Por esse fato decidimos trazer nossas realidades nos vários níveis de educação.
            Aline com o auxílio da colega Roselaine irá desenvolver com algumas alunas da graduação de letras espanhol um projeto de aprendizagem com temática de literatura infantil , na próxima semana, tendo em vista que o semestre de seus alunos irá iniciar. A colega já está em contato com suas alunas e as mesmas pensaram na temática do PA, via um grupo de whatsapp.
            Refletindo sobre o papel da escola e sobre a aprendizagem por projetos de aprendizagem é possível fomentar a participação ativa e autônoma de nossos alunos, diferentemente no nível escolar em que eles se encontram. A pedagogia desenvolvida por meio de projetos, desperta o conhecimento através de uma metodologia que tem como objetivo organizar e construir possibilidades de conhecimentos com metas/passos pré definidos, não só entre alunos, como também entre professores.
            Nosso papel como educador é fomentar e atuar como mediador nesse processo de aprendizagens significativas em nossas escolas.
          Pois,segundo Hernandez (1998):
 Com isso, a cultura escolar adquire a função de refazer e de renomear o mundo e de ensinar os alunos a interpretar os significados mutáveis com que os indivíduos das diferentes culturas e tempos históricos dotam a realidade de sentido. Ao mesmo tempo que lhes abre as portas para compreender suas concepções e as de quem os rodeiam. (HERNANDEZ, 1998, p.28).

REFERÊNCIAS:
HERNANDEZ, Fernando. Transgressão e mudança na educação: os projetos de trabalho. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1998.

Levantamento quantitativo de postagens -Momento 1- fase 2 (17/04 a 30/04)

Documento de registro
       Nome do Analisador:Aline Bernardi Capriolli
·        Nome do Analisado:Fernanda Duarte de Oliveira da Cruz
       Endereço do portfólio do analisado: http://alunapeadfernandaoliveira.blogspot.com.br/

       Período: (data início da primeira postagem e data de fim das postagens dos semestres I e II)


Levantamento quantitativo de postagens


Semestre I



Semestre II


domingo, 23 de abril de 2017

ENCONTRO CONHECIMENTOS INDÍGENAS E A UNIVERSIDADE

ENCONTRO CONHECIMENTOS INDÍGENAS E A UNIVERSIDADE

26 de abril - 18h30min - Sala 102 da FACED | UFRGS

Presença de intelectuais indígenas: Zaqueu Key Claudino, Bruno Ferreira, Danilo Braga e Maria Inês de Freitas

Participação do Coral de Crianças MBYÁ GUARANI do Canta Galo

Apoio: Ação Saberes Indígenas na Escola, PPGEdu,  Núcleo de Apoio a Eventos e Comunicação e Faculdade de Educação



Fonte: Notícias UFRGS



DICA: Horas complementares

O IFRS está novamente oferecendo vários cursos na modalidade EAD na área da educação para estudantes interessados em aprender. No link abaixo você pode se inscrever em diversos cursos gratuitos.

Link: http://ead.ifrs.edu.br/site/index/index/








Dia Mundial do Livro-23 de Abril

"Em mensagem para o Dia Mundial do Livro e do Direito do Autor, celebrado no domingo (23), a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, alertou para a necessidade de tornar conhecimentos disponíveis para pessoas com deficiência visual e com dificuldades de aprendizado. No mundo, 39 milhões de indivíduos não podem ver e outros 246 milhões têm uma visão muito reduzida."

Leia a reportagem na íntegra no link  a seguir:
 https://nacoesunidas.org/em-dia-do-livro-unesco-pede-acessibilidade-para-pessoas-com-deficiencias-visuais-e-de-aprendizado/







TDAH na vida adulta

Nosso grupo na interdisciplina de Psicologia da Vida Adulta irá pesquisar sobre TDAH na vida adulta e como algumas perguntas norteadoras teremos os seguintes questionamentos:

Existem pesquisas sobre a temática?
Quais tratamentos podem ser utilizados?
As universidades estão preparadas para lidar com adultos com TDAH?


Seguem alguns links sobre a temática:

http://www.tdah.org.br/br/artigos/textos/item/1144-tdah-no-adulto-%E2%80%93-estudos-recentes.html


http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2016/05/tdah-pode-surgir-na-vida-adulta-afirmam-estudos-5804487.html


http://www.fvj.br/revista/wp-content/uploads/2014/11/Interfaces4.pdf




SER REFLEXIVO?!

O professor tem de assumir uma postura de empenhamento autoformativo e autonomizante, tem de descobrir em si as potencialidades que detém, tem de conseguir ir buscar ao seu passado aquilo que já sabe e que já é e, sobre isso, construir o seu presente e o seu futuro, tem de ser capaz de interpretar o que vê fazer, de imitar sem copiar, de recriar, de transformar. Só o conseguirá se reflectir sobre o que faz e sobre o que vê fazer. (ALARCÃO, 1996, p. 18). 

Quando paramos para refletir sobre nossa caminhada no blog/portfólio estamos empiricamente analisando nossa trajetória, percebendo nossa transformação em nossa autoria. No dia a dia da prática docente nem sempre paramos para pensar sobre esse processo pessoal que é nossa escrita e nossa prática. Durante esse desenvolvimento do SER REFLEXIVO são muitos os questionamentos,pois quando voltamos nosso pensar para nossa prática e nosso aprendizado nos confrontamos com as dificuldades e também com as possibilidades. E o grande diferencial depois dessa reflexão é o modo que agiremos a partir dessa análise pessoal/profissional. 




 Referências:
 ALARCÃO, Isabel. Formação Reflexiva de Professores – Estratégias de Supervisão. Porto: Porto Editora, 1996.

__________. Professores reflexivos em uma escola reflexiva. 5 ed. São Paulo: Cortez, 2007.

Seminário Integrador V-Um olhar reflexivo sobre o portfólio


Segundo, Freire:
a prática docente crítica, implicante do pensar certo, envolve o movimento dinâmico, dialético, entre o fazer e o pensar sobre o fazer. [...] O que se precisa é possibilitar, que, voltando-se sobre si mesma, através da reflexão sobre a prática, a curiosidade ingênua, percebendo-se como tal, se vá tornando crítica. [...]A prática docente crítica, implicante do pensar certo, renvolve o movimento dinâmico, dialético, entre o fazer e o pensar sobre o fazer. (FREIRE, 2001 p. 42-43) 

Com a citação acima dou início as minhas reflexões de como será a atividade sobre nossa reflexão sobre o portfólio durante esse semestre. Fomos desafiados num primeiro momento analisar o blog de de nossos colegas, depois dessa atividade será a vez de nos analisarmos. Observar criticamente nossas postagens, esse exercício analítico nem sempre é fácil, mas ao pararmos para tal reflexão, podemos analisar  nosso processo pessoal quanto educador. E refletindo sobre nossa escrita e prática, podemos fomentar as mudanças necessárias em nossa prática docente.





Referência:

FREIRE, Paulo.  Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 20 ed. São Paulo: Paz e Terra, 2001.