Constantemente presenciei falas preconceituosas de colegas e alunos no ambiente escolar, escolhi relatar uma situação que vivenciei em uma atividade na Semana da Consciência Negra de um aluno de seis alunos que ao realizarmos uma dinâmica sobre uma princesa infantil negra, disse que ela era feia por ter aquela cor. Ficou nítido durante a intervenção que realizei que o tal discurso era uma reprodução que ele escutava em casa.
Relacionando tal fato, cito os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN ) que estabelece:
[...] é a sociedade, quer queira, quer não, que educa moralmente seus membros, embora a família, os meios de comunicação e o convívio com outras pessoas tenham influência marcante no comportamento da criança. E naturalmente a escola também tem (1997, p. 73).
Precisamos fomentar reflexões sobre a temática dentro da escola, tendo como objetivo uma escola plural que respeite as diversidades e como educadores temos um papel importante nesse novo olhar em relação ao respeito as diferenças.
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: ética e temas transversais. Brasília: MEC/SEF, 1997. v. 8.
_______. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: pluralidade cultural, orientação sexual. Brasília: MEC/SEF, 1997. v. 10.

Oi Aline! Sim! Na escola devemos conduzir nossos alunos a refletir sobre nossas ações, nossas escolhas e expressões. Esse movimento se dá de inúmeras formas. Rodas de conversas, escolhas de membros do grupo para atividades, escuta, observações, comentários, dentre outras estratégias. A escola está aberta e reproduz a realidade da sociedade. Para pensarmos um pouquinho mais gostaria de deixar uma questão: Será que até o material produzido e exposto nas paredes da escola formam opinião? Influenciam? É muito bom estarmos estudando sobre isso e irmos tomando consciência de nossas responsabilidades. Segue escrevendo, estou por aqui também acompanhando a escrita de vocês. Abraço, Betynha ;0) (Tutora PEAD2/UFRGS - VI Eixo)
ResponderExcluirOlá Aline!
ResponderExcluirTua reflexão trouxe algo que é bem pertinente sempre lembrarmos que a criança é um ser em formação, então ela não nasce preconceituosa. E como para tudo que se refere à criança, a família é a base para tudo. Por que será que ainda precisamos reforçar constantemente essas questões em pleno século XXI. Estamos numa era em que a velocidade da informação é quase igual á velocidade da luz. E mesmo assim, precisamos lembrar, relembrar, falar, discutir temas que não faz sentido mais falar em preconceitos. Até porque ele não interfere em nada na vida de cada um se a outra pessoa é negra, deficiente, homossexual, etc. No sentido das relações é tão mais importante se falar em caráter, ética e moral. Isso sim precisaríamos falar e agir constantemente, diariamente. Tua reflexão iluminou ainda mais meus pensamentos. Obrigada!
Alessandra Maria Boa Nova