domingo, 27 de dezembro de 2015

Relato de experiências


Vou relatar a experiência com um aluno autista com o qual  trabalhei por dois anos como professora de apoio. Constantemente a professora titular falava que o aluno deveria ir para uma escola especial, tendo em vista o processo lento das aprendizagens do mesmo e maneira instável que apresentava. Foi um processo realmente muito lento, mas ao final dos dois anos conseguimos perceber o avanço do aluno, colegas e professores foram percebendo a evolução do dele. Tanto nas questões cognitivas, quanto nas sociais que a meu ver no caso dele foi o mais importante, tendo em vista que ele não interagia com ninguém e não conseguia participar das atividades que tinham barulho.
É muito importante ter um olhar diferenciado com os alunos, não podemos esquecer que não se trabalha somente o cognitivo na escola. Sei na prática como é difícil trabalhar com a educação especial, respeitar o tempo que  o aluno precisa é um exercício fundamental para se conseguir alcançar os objetivos. Mas quando respeitamos esse tempo e  persistimos na prática docente com esses alunos, conseguimos perceber os ganhos do aluno para sua vida na escola.
Perceber a mudança do discurso dos colegas professores em relação ao aluno é algo que dinheiro algum paga, pois ver teu trabalho com sensibilidade fomentar-se é algo sensacional. Ainda hoje mesmo ele não sendo meu aluno procuro saber como está a aprendizagem dele e saber que ele continua evoluindo é muito gratificante. Precisamos acreditar no potencial dos nossos alunos ao mesmo tendo que devemos respeitar seu ritmo de aprendizagem, tendo em vista que cada um tem seu tempo para aprender. Ao final aprendemos muito mais que ensinamos. 

3 comentários:

  1. Oi Aline!
    seu comentário é bem realista em relação a inclusão. Incluir é sempre um desafio, pois o diferente desacomoda e incomoda, pois nos faz refletir e buscar mudanças. Mudar é sempre difícil, mas necessário. Mudar é desacomodar e crescer com estes alunos. É necessário entender a necessidade destas crianças em relação a socialização e colocar em escolas voltadas somente para atender a Educação especial, é segregar o aluno.
    Grande abraço.
    Tutora Silvana

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  2. O conteúdo aqui exposto é sobre a inclusão de alunos com necessidades especiais nas escolas regulares de ensino e seu processo de aprendizagem. A questão principal ficou em torno do tempo de aprender que para os alunos com necessidades especiais é diferenciado. Porém mostrou a trajetória desse aluno que mesmo com suas limitações, conseguiu avançar nos estudos. A colega aponta que mesmo com as inúmeras dificuldades que existem na prática de inclusão, o pensamento de muitos docentes mudam quando percebem o quanto podem contribuir para a evolução cognitiva desses alunos.

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  3. Olá Aline ,gostei muito desta postagem relacionada ao seu aluno autista, é uma postagem coerente e seu texto nos apresenta argumentos que nos remetem as nossas dificuldades com o atendimento a educação especial. Você também nos apresenta evidências com uma ótima conclusão nos instigando a pensar sobre Inclusão.

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