Brincar é importante porque
tem a possibilidade de oportunizar o desenvolvimento da criança, por meio dos
jogos e da brincadeira os pequenos podem compreender o mundo, vivenciando
regras, testando suas habilidades como correr, pular, subir, aprender a perder
e ganhar, além de fomentar suas emoções e criatividades, desenvolvendo-se
assim, plenamente.
Por
meio da ludicidade os educadores podem mediar os mais variados processos de
ensino/aprendizagem, respeitando as fases do desenvolvimento dos alunos. Para
corroborar destacamos que:
O lúdico apresenta
dois elementos que o caracterizam: o prazer e o esforço espontâneo. Ele é
considerado prazeroso, devido a sua capacidade de absorver o indivíduo de forma
intensa e total, criando um clima de entusiasmo. É este aspecto de envolvimento
emocional que o torna uma atividade com forte teor motivacional, capaz de gerar
um estado de vibração e euforia. Em virtude desta atmosfera de prazer dentro da
qual se desenrola, a ludicidade é portadora de um interesse intrínseco,
canalizando as energias no sentido de um esforço total para consecução de seu
objetivo. Portanto, as atividades lúdicas são excitantes, mas também requerem
um esforço voluntário. (...) As situações lúdicas mobilizam esquemas mentais.
Sendo uma atividade física e mental, a ludicidade aciona e ativa as funções
psico-neurológicas e as operações mentais, estimulando o pensamento. (...) As
atividades lúdicas integram as várias dimensões da personalidade: afetiva,
motora e cognitiva. Como atividade física e mental que mobiliza as funções e
operações, a ludicidade aciona as esferas motora e cognitiva, e à medida que
gera envolvimento emocional, apela para a esfera afetiva. Assim sendo, vê-se
que a atividade lúdica se assemelha à atividade artística, como um elemento
integrador dos vários aspectos da personalidade. O ser que brinca e joga é,
também, o ser que age, sente, pensa, aprende e se desenvolve. (Teixeira, 1995,
p. 23).
Tendo conhecimento sobre
esses processos, podemos estabelecer um elo entre o jogo pedagógico e a
ludicidade, planejando objetivos claros sobre como fazer a mediação nessa
construção de conhecimentos por meio do jogar. Segundo Friedman (1996, p. 64),
o jogo oferece uma
importante contribuição para o desenvolvimento cognitivo, dando acesso a mais
informações e tornando mais rico o conteúdo do pensamento infantil,
paralelamente o jogo consolida habilidades já dominadas pelas crianças e a
prática dos mesmos em novas situações.
Desse modo compreendemos
esse desenvolvimento das crianças, como sendo uma consequência particular de
cada aluno, que organiza suas aprendizagens de uma maneira intrínseca, à medida
que consegue relacionar os conceitos por meio do jogo pedagógico.
Percebemos que o lúdico tem
um papel significativo no âmbito escolar,proporcionando de maneira prazerosa o
processo de ensino/aprendizagem de nossos alunos. O brincar é sim um recurso
pedagógico, desde que se tenham objetivos estabelecidos para que ocorra as mais
variadas aprendizagens durante nossas aulas. Fazendo que os alunos tenham
prazer e sejam desafiados por meio do jogar, pois para PIAGET (1967, p.32), “o jogo não pode ser
visto apenas como divertimento ou brincadeira para desgastar energia, pois ele
favorece o desenvolvimento físico, cognitivo, afetivo, social e moral”.
Portanto olhem o brincar das
crianças como possibilidades de aprendizagem e estimulem as brincadeiras em
sala de aula e fora dela.
Referências:
FRIEDMAN, Adriana. Brincar, crescer e aprender: o resgate do
jogo infantil. São Paulo: Editora Moderna, 1996.
PIAGET, Jean. O raciocínio na criança. Rio de
Janeiro: Real, 1967.
TEIXEIRA, C. E. J. A Ludicidade na Escola. São Paulo:
Loyola, 1995.

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